Arraial da Auto Ajuda

Sinopses e resenhas para desconstruir a auto ajuda

19.1.09

O Monge e o Executivo

1 – Sinopse
2 – Uma Fábula Sobre Liderança
3 – Citações Indevidas
4 – Nem Jesus Cristo Escapa
5 – O Que Você Tem Aprendido?
6 – Últimas Mensagens
7 – Conclusão

1 – Sinopse

O enredo de “O Monge e o Executivo” conta a experiência de John Daily, personagem principal do livro e narrador dos acontecimentos. John é um executivo que enfrenta problemas familiares e profissionais, como a rebeldia do filho adolescente e várias dificuldades de relacionamento no trabalho - incluindo uma dura negociação com sindicatos que quase resultou em fracasso. Incentivado por sua esposa e pela gerente de recursos humanos da indústria em que trabalha, John aceita submeter-se a um retiro em um mosteiro beneditino para um período de reflexão. Neste mosteiro, John Daily e outros cinco personagens passam por uma semana de aulas sobre liderança em dois turnos diários ministradas pelo monge Simeão, nome adotado pelo lendário executivo Leonard Hoffman quando recolheu-se ao mosteiro.

O que o livro tem a dizer consiste, basicamente, na exposição do conteúdo das aulas.
O monge Simeão discute o conceito de liderança, a diferença entre poder e autoridade, as características de caráter de quem exerce autoridade, as questões psicológicas e sociais envolvidas no exercício da liderança (passando por assuntos como a pirâmide de Maslow e o experimento de Hawthorne) e um modelo de liderança considerado ideal, apresentado graficamente na forma de uma pirâmide invertida dividida em cinco faixas: liderança – autoridade – serviço e sacrifício – amor – vontade.

Segundo a definição do monge Simeão, a essência da liderança consiste em praticar os atributos da liderança e autoridade (honestidade, respeito às pessoas, atitude positiva etc.) em conjunto com os atributos do amor fraternal (paciência, bondade, humildade etc.) para construir uma liderança servidora, no sentido de que o líder deve amar e servir às pessoas ao seu redor para propiciar o desenvolvimento de todos.

A seguir, o livro discute como a vontade de colocar os atributos do amor em prática é fundamental para a construção da liderança e da autoridade, realçando que a prática do amor (práxis) e a construção de um ambiente baseado no amor dependem da vontade e do compromisso do líder com uma genuína mudança de comportamento.

2 - Uma Fábula Sobre Liderança

“O Monge e o Executivo” é geralmente considerado como livro de auto ajuda. Boa parte de seus leitores, porém, consideram-no como um livro de negócios e, portanto, como não-ficção. A análise do enredo, porém, deixa bem claro: trata-se de uma fábula.

O autor esmera-se em criar um personagem como Leonard Hoffman, um executivo “lendário”, que possui todos os atributos do profissional brilhante e admirado. O personagem John Daily, ao chegar ao mosteiro beneditino, faz uma pesquisa na internet em que se depara com mais de mil itens sobre Leonard Hoffman e afirma: “encontrei um artigo sobre ele em um número da revista Fortune de dez anos atrás e o li, fascinado”. Segundo John Daily, o autor da reportagem escreveu que Len Hoffman “parecia ter descoberto o segredo da vida bem-sucedida”.

“O Monge e o Executivo” foi publicado em 1998. É improvável que naquela época anterior aos blogs e ao Google (que começou a operar comercialmente em setembro de 1998) existissem mais de mil itens para uma pessoa na internet e fosse possível consultar o conteúdo da revista Fortune de 10 anos antes. Mas, admitindo a possibilidade de ocorrer uma pesquisa com estes resultados, é mais estranho ainda que hoje em dia seja impossível encontrar o mesmo sujeito na internet.

Uma pesquisa de “Leonard Hoffman” ou “Len Hoffman” no Google gera mais de um milhão de itens, mas nada que se pareça com o resultado obtido por John Daily. Hoje, o conteúdo completo da Fortune está disponível no domínio fortune.com (que direciona o usuário para money.cnn.com/magazines/fortune/) e também lá não existe nada. Uma pesquisa na Fortune sobre Len ou Leonard Hoffman conduzirá o leitor para inúmeras notícias que citam o ator Dustin Hoffman e a indústria farmacêutica Hoffman-LaRoche.

Há mais: é citado que Len Hoffman escreveu um livro chamado “The Great Paradox: To Lead You Must Serve” (“O Grande Paradoxo: Para Liderar Você Deve Servir”), que, nas palavras de John Daily, é “um livro simples de duzentas páginas que permaneceu entre os cinquenta mais vendidos do New York Times durante três anos e por mais cinco na lista dos dez mais vendidos do USA Today”. Para este livro, não existe nenhuma referência na internet, em lugar algum. É impossível comprá-lo. Na livraria virtual amazon.com não há nenhum registro deste título, nem do autor Leonard Hoffman.

Não existe nenhum mosteiro beneditino no estado de Michigan. Pode-se obter uma lista dos retiros beneditinos nos EUA (incluindo hotéis, monastérios, conventos etc.) no diretório de retiros beneditinos (Directory of Benedectines Retreats) em osb.org/retreats.

Por fim, a última empresa que Len Hoffman teria presidido brilhantemente antes de tornar-se monge, a Southeast Air, não existe, ou, pelo menos, não existe como citada no livro. Há uma Atlantic Southeast Airlines, conhecida como ASA, que não pode ser a empresa presidida pelo monge. James Hunter diz que a Southeast Air foi presidida por Len Hoffman na década de 80 e faturava 5 bilhões de dólares por ano. A ASA de verdade foi fundada em 1979 e não faturou 5 bilhões de dólares ao ano em nenhum momento da década de 1980, conforme a lista das 500 maiores empresas da Fortune. Segundo a lista de 1987, ano em que a empresa estaria sob administração de Len Hoffman, a 500ª maior empresa dos EUA faturou 420 milhões de dólares e a Southeast não está na lista, portanto faturava menos que isso. A lista das 500 maiores empresas dos EUA está disponível no sítio da revista Fortune e a lista específica de 1987 está em money.cnn.com/magazines/fortune/fortune500_archive/full/1987.

É imperioso reconhecer que o enredo do livro é uma fábula. Não existe Len Hoffman, não existe monge Simeão, não existe mosteiro, nunca houve aquelas aulas sobre liderança à beira do lago Michigan e a cena em que Len Hoffman conserta o vaso sanitário do quarto de John Daily jamais aconteceu. James Hunter inventou e escreveu o que quis (tem todo o direito) e criou um personagem, John Daily, que refere-se ao filho adolescente da seguinte maneira: “John manifestava sua rebeldia opondo-se a tudo o que lhe falávamos e, ainda por cima, colocou um brinco na orelha. Foi preciso Rachel intervir para que eu não o expulsasse de casa. Seu relacionamento comigo se resumia a grunhidos e acenos de cabeça”. Realmente, John Daily precisava de ajuda. Não do tipo que lhe foi indicada na fábula, mas do tipo profissional e especializada.

3 - Citações Indevidas

De modo geral, livros de auto ajuda recorrem a citações de grandes pensadores para dar crédito às suas teses e um verniz de erudição ao conteúdo. Quase sempre a citação é incompleta, distorcida ou deslocada. No caso de “O Monge e o Executivo” há vários exemplos de citações assim, mas há duas particularmente espetaculares.

Na primeira aula sobre liderança, o monge Simeão cita o alemão Max Weber, um dos pais da sociologia e da ciência política, ao explicar a diferença entre poder e autoridade. O monge diz que “um dos fundadores da sociologia, Max Weber, escreveu há muitos anos um livro chamado The Theory of Social and Economic Organization (A teoria da organização econômica e social). Neste livro, Weber enunciou as diferenças entre poder e autoridade, e essas definições ainda são amplamente usadas hoje. Vou parafrasear Weber o melhor que puder”.

O monge Simeão parafraseou Weber muito mal. No livro “Economia e Sociedade” (que foi traduzido para o inglês pelo grande sociólogo Talcott Parsons e recebeu somente nos EUA aquele título citado pelo monge), Max Weber faz um estudo da burocracia, entendendo-a como parte de um processo de racionalização organizacional. Este processo leva à mudança de uma forma de governo típica das sociedades em que o poder é autoritário ou legitimado pelo carisma do governante (sociedades patriarcais ou tradicionais) para uma forma de governo orientada a metas e baseada na racionalidade, típica de sociedades nas quais a legitimação do poder se dá pelo respeito às leis. Segundo Weber, isso conduz à “noite polar da escuridão gelada”, na qual o incremento da racionalização aprisiona os indivíduos nas “gaiolas de ferro” das leis e dos controles racionais (há farto material na internet para maiores detalhes sobre Max Weber e o livro “Economia e Sociedade”).

O que isto pode ter de assemelhado com a diferença entre poder e autoridade proposta por James Hunter em sua fábula? Nada. James Hunter apenas apropriou-se de um tema que usa as mesmas palavras, já que Weber cita os 3 “tipos puros de poder político” (tradicional, carismático e legal) com suas respectivas formas de legitimação. A partir daí, James Hunter quis fazer parecer que sua tese sobre a liderança servidora tem alguma ligação com a teoria de um grande pensador.

A citação mais deslocada, porém, é da ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, não por estar destorcida, mas por estar fora do lugar. Uma frase da grande estadista abre o capítulo um da obra, chamado “As Definições”. A frase é: “Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é”.

Na fábula de James Hunter, o personagem John Daily submete-se ao retiro no mosteiro, entre outras coisas, porque passou por uma experiência difícil de negociação com sindicalistas e teve seu estilo de gerenciamento colocado em xeque. Ora veja: Margareth Thatcher notabilizou-se pela extrema dureza com que quebrou a espinha dorsal dos sindicatos ingleses durante a grande greve de 1984/1985. Os trabalhadores cruzaram os braços por um ano completo e tiveram de voltar ao trabalho sem que a Dama de Ferro cedesse um único milímetro em relação a sua posição inicial. Durante a greve Margareth Thatcher sufocou os sindicalistas criando leis que enfraqueciam o movimento sindical e reprimiu os grevistas usando de um forte esquema policial, com violência jamais vista antes ou depois na Europa em tempos democráticos.

Colocar uma frase de Margareth Thatcher em um livro sobre o líder servidor e a prática do amor fraternal no exercício da liderança é o mesmo que inserir uma citação de Herodes em um livro sobre cuidados com recém-nascidos.

4 – Nem Jesus Cristo Escapa

Muitos livros de auto ajuda afirmam que defendem ideias aprendidas a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo. É uma maneira de pressionar o leitor, tornando o conteúdo do livro irrefutável. Afinal, se é baseado nas palavras de Cristo, como questionar? James Hunter não foge à regra. Já no prólogo, procura acuar o leitor com esta tática, num tom quase de ameaça, ao citar o escritor Dale Carnegie (que, aliás, também escreve livros de auto ajuda): “As ideias que defendo não são minhas. Eu as tomei emprestadas de Sócrates, roubei-as de Chesterfield, furtei-as de Jesus. E se você não gostar das ideias deles, quais seriam as ideias que você usaria?”

O pior, porém, vem na citação que abre o capítulo três: “Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor. Se você quiser liderar, deve servir”. A frase é atribuída a Jesus Cristo, mas, por absurdo que pareça, está distorcida. Só há duas passagens na Bíblia em que Jesus refere-se a servir e ser servido, ambas descrevendo o mesmo episódio. Trata-se do momento em que os apóstolos Tiago e João pedem a Jesus para sentar-se à Sua direita e à Sua esquerda. Este pedido dos apóstolos Tiago e João deixou indignados os demais dez apóstolos (a frase da Bíblia é: “E quando os dez ouviram isso, indignaram-se contra os dois irmãos”). Então Jesus diz: “(…) aquele que quiser ENTRE VÓS fazer-se grande, seja vosso serviçal. E qualquer que ENTRE VÓS quiser ser o primeiro, seja vosso servo”. Claramente, Jesus dirige-se apenas aos 12 apóstolos para apaziguar a indignação contra Tiago e João. Quem quisesse ser grande entre eles, teria de ser servo dos demais. Não foi uma declaração dirigida a todos os cristãos. James Hunter omitiu da citação de Jesus o trecho “que entre vós” do primeiro e segundo trechos, mudou a posição e o sentido da palavra “primeiro” e incluiu uma flexão do verbo “dever”.

Na Bíblia: “qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo”.
Segundo James Hunter: “quem quiser ser líder, deve primeiro ser servidor”.

Mas não é preciso discutir este tópico longamente para demonstrar que James Hunter modificou as palavras do Cristo. Basta ir à Bíblia e ler as passagens, que são bem curtas. No livro de Matheus é a mãe de Tiago e João que faz o pedido para que eles se sentem à direita e à esquerda de Jesus. O texto começa no capítulo 20, versículo 20 e acaba no versículo 28. No livro de Marcos, os próprios Tiago e João fazem o pedido. Começa no capítulo 10, versículo 35 e acaba no versículo 45. O conteúdo completo da Bíblia está disponível em vários sítios da internet, entre os quais bibliaonline.com.br. Para ir direto às passagens fraudadas por James Hunter, consulte bibliaonline.com.br/acf/mt/20/28+ para o livro de Matheus e bibliaonline.com.br/acf/mc/10/45+ para o livro de Marcos.

Se James Hunter não poupa sequer o Cristo quando deturpa citações para adequá-las ao conteúdo de sua fábula, imagina-se o que é capaz de fazer com os mortais comuns como Max Weber.

5 - O Que Você Tem Aprendido?

Além de fazer citações fraudadas, livros de auto ajuda costumam apresentar teses que tiveram seu auge há muitas décadas como se fossem novidades. Muitas vezes são teorias ainda válidas e que fazem sentido no século XXI, mas são expostas de maneira pauperizada e sem o devido esclarecimento a respeito de quando foram criadas. Não é diferente em “O Monge e o Executivo”. John Daily encontra-se todos os dias com o monge Simeão antes do primeiro serviço religioso. Nestas ocasiões, o monge sempre começa o diálogo com a pergunta: “o que você tem aprendido?”. É uma pergunta das mais pertinentes.

Ao longo do livro, os personagens entram em contato com assuntos como o experimento de Hawthorne (realizado em 1927), a pirâmide de Maslow (que foi publicada pela primeira vez em “Teoria da Motivação Humana”, de 1943) e o princípio Peter, que preconiza que os profissionais promovidos a cargos superiores pautados apenas pelo desempenho técnico correm o risco de deixar de ser um bom executor para tornar-se um péssimo gerente (cujo livro, “The Peter Principle”, traduzido no Brasil como “Todo Mundo é Incompetente”, foi publicado em 1969).

Realmente, é de se perguntar: como é possível que gerentes como aqueles que faziam parte do grupo do monge Simeão jamais tenham ouvido falar sobre estes temas? O que eles haviam aprendido na faculdade e em suas experiências profissionais anteriores que os manteve ignorantes a respeito destes tópicos? A principal crítica a ser feita, no entanto, é quanto à forma completamente superficial como as teses foram discutidas e a omissão de suas origens.

6 – Últimas Mensagens

No penúltimo capítulo James Hunter conclama os leitores a colocar seus ensinamentos em prática e, para isso, julga necessário falar sobre a responsabilidade individual e o compromisso dos indivíduos com suas próprias escolhas. Poderia ter discursado usando apenas suas próprias palavras, mas, por algum motivo, preferiu citar 3 psicanalistas no mesmo capítulo, chamado “A Escolha”: Sigmund Freud, Viktor Frankl e M.Scott Peck. Como não poderia deixar de ser, distorce as palavras de todos eles.

A bizarrice em torno das teorias de Freud não tem tamanho. Hunter usa um de seus personagens para dizer a respeito de Freud: “Ele afirmou que os seres humanos essencialmente não fazem escolhas, e que o livre arbítrio é uma ilusão. Suas teorias dinamitaram o conceito de livre-arbítrio”. E o monge cita um poema de autor desconhecido (!?!?!?) que diz, entre outras pérolas: “Quando eu tinha um ano mamãe trancou minha bonequinha num baú / E por isso é natural que eu esteja sempre bêbada”.

Reduzir a psicanálise a uma fuga da responsabilidade individual é tão estúpido que torna-se lícito perguntar: seria James Hunter um daqueles republicanos radicais que votam em caipiras ignorantes como George Bush e odeiam tudo o que não podem compreender? Ou seria adepto da Cientologia, aquela seita que os holliwoodianos idolatram, que nega a existência da depressão e do autismo e a validade da psicanálise? E, enigma dos enigmas: porque é necessário esculachar Freud em um livro sobre a liderança servidora e a práxis do amor fraternal na construção das relações de liderança?

Para finalizar, Hunter ainda deturpa as obras de Viktor Frankl e M. Scott Peck. Recomenda a leitura de um livro do primeiro (“Em busca de um Significado”) dizendo que ele opôs-se à psicanálise freudiana (ou seja, a recomendação é pelo motivo errado) e cita passagens obscuras e não comprováveis do segundo (por não dizer onde as obteve), passando muito longe dos pontos cruciais de sua obra.

Sabe-se lá o que James Hunter pretende com esta farofa.

7 – Conclusão

“O Monge e o Executivo” não é um livro para ser levado a sério. É uma fábula tolinha sobre liderança, escrito por um manipulador de referências intelectuais que trata apenas superficialmente alguns poucos temas dentre os mais básicos acerca da liderança. É forçoso perguntar: como é que pessoas inteligentes, bem formadas e bem informadas podem cair nessa esparrela? É um mistério.

Mesmo que seus leitores entusiasmados possam dizer que em meio a tantas bobagens há uma mensagem inspiradora sobre o fato de o líder estar a serviço de sua equipe e sobre a validade da prática do amor fraternal, ainda assim o livro é muito limitado. Pelo singelo motivo de que a liderança nunca é exercida unilateralmente, nem em uma única direção. A fábula de James Hunter faz crer que a liderança é exercida “de cima para baixo”, no sentido de que o líder é o responsável pela sua equipe e pela construção da relação de liderança. Educando o líder para o serviço, o sacrifício e o amor fraternal, resolve-se o problema da liderança. Teses mais consistentes constrídas nos últimos sobre liderança esmiúçam assuntos mais modernos e complexos, como:
-  o fato de que em uma equipe existem muitos líderes informais atuando em áreas ou esferas distintas e convivendo simultaneamente com o líder formal;
- o fato de que cabe ao líder formal estimular o surgimento e o desenvolvimento de novos líderes, formais ou informais;
- o fato de que o líder tem de negociar com outros líderes que competem por influência, como os líderes formais de outras equipes, os membros de associações de classe, os líderes dos concorrentes e dos clientes etc.;
- o fato de que um líder tem de negociar com vários interessados (stakeholders) que não estão sujeitos a sua autoridade, não convivem no ambiente que o líder construiu e que, por definição, são pouco maleáveis à sua influência, como líderes comunitários, ONG’s, imprensa, representantes de órgãos reguladores e fiscalizadores, políticos etc.

Estes são apenas alguns tópicos relevantes da moderna discussão sobre liderança que foram olimpicamente ignorados na fábula do monge. Há outros.

O subtítulo da versão original do livro de James Hunter é “A Simple Story About the True Essence of Leadership”. Na versão em português a palavra “simples” foi omitida. Ficaria melhor se houvesse uma reformulação completa: “O Monge e o Executivo – Uma Fábula Tosca Sobre Aspectos Menores da Liderança”.

criado por marcoudia    19:41 — Arquivado em: Sem categoria

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